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Bahia lidera ranking com 762 mil estabelecimentos agropecuários, aponta IBGE

A Bahia se manteve como o estado do país com o maior número de estabelecimentos agropecuários em 2017, segundo o Censo Agropecuário divulgado nesta quinta-feira (26/) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, conforme o levantamento, foram contabilizados no estado 762,6 mil estabelecimentos, sendo 1.062 a mais que em 2006 (variação positiva de 0,1%). A área total dos estabelecimentos agropecuários, no entanto, teve a maior redução, em números absolutos, do país. [Confira abaixo]

O Censo Agro reúne dados sobre a produção agropecuária, florestal e aquícola brasileira. Ele foi realizado pelo IBGE, em todo o território nacional, entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018.

De 2006 para 2017, pouco mais da metade dos 417 municípios baianos (51,3%, ou 214 deles) tiveram aumento no número de estabelecimentos agropecuários. Os maiores incrementos ocorreram em Juazeiro (de 4.669 para 7.288, +2.619), no norte do estado, Vitória da Conquista (de 3.940 para 6.545, +2.605), na região sudoeste, e Santo Amaro (de 908 para 2.962, +2.054), no recôncavo baiano.

No outro extremo, entre os 203 municípios baianos com queda no número de estabelecimentos agropecuários, as maiores reduções ocorreram em Paripiranga (de 7.220 para 5.088, -2.132), Monte Santo (de 8.516 para 6.488, -2.028) e Cansanção (de 5.563 para 3.579, -1.984). Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador, foi o único município baiano que não tinha nenhum estabelecimento agropecuário em 2017 (tinha 1 em 2006).

Em 2017, os cinco municípios baianos com mais estabelecimentos agropecuários eram Feira de Santana (9.191), Casa Nova (7.512), Juazeiro (7.288), Macaúbas (7.189) e Vitória da Conquista (6.545). Cairu (26), Lauro de Feitas (30), Salvador (50), Salinas da Margarida (85) e Itaparica (86) eram os municípios baianos com menos estabelecimentos agropecuários em 2017. Dentre esses, os maiores aumentos no número de estabelecimentos em relação a 2006 ocorreram em Itaparica (+70) e na capital baiana (+42).

Em todo o Brasil, o número de estabelecimentos agropecuários sofreu uma redução de 2%, caindo de 5.175.636 em 2006 para 5.072.152 em 2017 (menos 103.484 estabelecimentos).

A Bahia, entrentanto, foi um dos 17 estados, dentre os 27, que registraram aumento de estabelecimentos agropecuários entre 2006 e 2017, embora tenha tido o segundo menor crescimento, tanto em números absolutos quanto em termos percentuais.

Pará (+59.675), Minas Gerais (+55.827) e Espírito Santo (+23.649) foram os que tiveram os maiores aumentos no número de estabelecimentos.

Com relação ao número de estabelecimentos agropecuários, Minas Gerais (com 607.448) continuou em segundo lugar no ranking, mas a terceira posição foi assumida pelo Ceará, que teve o maior aumento no número de estabelecimentos entre os estados do Nordeste, chegando a um total de 394.317 em 2017.

Redução da área destinada à agropecuária

Entre 2006 e 2017, a área total dos estabelecimentos agropecuários na Bahia passou de 29,581 milhões para 27,831 milhões de hectares (ha), uma redução de 1,749 milhão de hectares (-5,9%), a maior, em números absolutos, do país.

Com a queda na área total dos estabelecimentos agropecuários, a Bahia perdeu uma posição entre os estados com maiores áreas do país, passando do quarto lugar em 2006 para o quinto em 2017, sendo superado pelo Pará, que entrou nesse ranking em 2017, no terceiro lugar. Mato Grosso e Minas Gerais eram os dois estados com maior área total dos estabelecimentos agropecuários, tanto em 2006 quanto em 2017.

Com a redução da área total, a área média por estabelecimento também caiu na Bahia, de 39 para 36 hectares, quase metade da média nacional, que aumentou de 66 hectares em 2006 para 69 em 2017.

Praticamente metade do território baiano (49,2% da área total do estado) era ocupada por estabelecimentos agropecuários no ano passado. Esse percentual era apenas o 19º entre os 27 estados, segundo a pesquisa. Mato Grosso do Sul, com 81,7% do território coberto por estabelecimentos agropecuários, liderava nesse indicador.

A área destinada à agropecuária encolheu em 11 dos 27 estados brasileiros de 2006 para 2017, mas ainda assim cresceu no país como um todo, passando de 333,680 milhões para 350,253 milhões de hectares (+6,573 milhões de ha ou +5,0%).

Número de trabalhadores cai

No ano passado, o número de trabalhadores no setor também caiu. Em 2017, a agropecuária baiana dava trabalho para 2,078 milhões de pessoas, 10,7% menos do que em 2006, quando havia 2,326 milhões de pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários do estado, conforme o levantamento.

Embora tenha a maior população total ocupada nos estabelecimentos agropecuários, a Bahia tem uma das menores médias de trabalhadores por estabelecimento: 2,7 em 2017, menor que a média nacional (3,0 pessoas ocupadas por estabelecimento) e a quinta menor entre os estados.

O pessoal ocupado nos estabelecimentos agropecuários vem caindo na Bahia desde o Censo Agropecuário de 1996, aponta o IBGE. Em contrapartida, o número de tratores existentes nos estabelecimentos agropecuários baianos aumenta a cada Censo, desde 1975 e cresceu 39,7% entre 2006, quando havia 27.587, e 2017, quando foram identificados 38.538 tratores nos estabelecimentos baianos.

Fonte: Jornal CORREIO

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