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CNA apresenta desafios e oportunidades da irrigação em audiência pública na Câmara

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou os desafios e as oportunidades da irrigação no campo, na segunda (23), durante audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

A audiência foi proposta pelo deputado Zé Vitor (PL-MG) para debater a criação do Dia Nacional da Agricultura Irrigada, comemorado no dia 15 de junho. O debate contou com a participação também de representantes do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Embrapa e da empresa Campo.

“A população está cada vez mais exigente no que diz respeito à qualidade dos alimentos e a irrigação permite que tenhamos a qualidade que o consumidor almeja do produtor rural”, afirmou o presidente da Comissão Nacional de Irrigação da CNA, Eduardo Veras.

Veras ressaltou que a irrigação ainda é pequena no Brasil frente ao potencial estimado do País. “O Brasil tem potencial efetivo para irrigação de 13,7 milhões de hectares, com projeção de crescimento de 250 mil/ha/ano até 2040”.

No Brasil, a quantidade de água utilizada pela agricultura irrigada representa menos de 0,6% da água disponível nos rios. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), atualmente o País tem 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação.

O presidente da Comissão da CNA mostrou as culturas que aumentaram a produtividade com uso da irrigação como arroz, cana-de-açúcar, café, trigo, feijão e hortaliças e ressaltou que além da agricultura, a pecuária também é beneficiada pela irrigação.

"A irrigação permite um aumento na capacidade de suporte das pastagens. O aumento da lotação permite retorno para o pecuarista, ao trabalhar com lotações acima de 10 unidades animais há incremento na produção de arrobas por hectare ou em litros de leite por hectare. Ela pode potencializar a produção e a produtividade na pecuária”, disse.

Em relação à irrigação e ao meio ambiente, Veras ressaltou que a técnica “é estratégica para promover a segurança alimentar porque otimiza a produção agropecuária, aumenta a produtividade em até três vezes, eleva a qualidade de vida e renda da região e possibilita que o preço dos alimentos fique mais acessíveis, ao aumentar a oferta e regularidade dos produtos.”

Para Eduardo Veras, o setor ainda precisa vencer alguns desafios para se expandir no País como a aprovação de alguns projetos de lei que tratam de reserva de água, energia elétrica, licenciamento ambiental, regularização fundiária e os Planos Nacionais de Recursos Hídricos e de Irrigação.

“A CNA tem feito um trabalho importante junto ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos e Conama porque entendemos que a questão da irrigação depende muito dos produtores rurais. Eles precisam se envolver mais, participar das entidades de classe, comitês de bacias e da nossa política, para termos políticas públicas que realmente vão prover a sustentabilidade da produção no Brasil”.

Assessoria de Comunicação CNA

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