Sistema FAEB

CNA e entidades do setor canavieiro apresentam demandas ao Ministério da Agricultura

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Sistema FAEB, João Martins, e as entidades representativas dos fornecedores independentes de cana-de-açúcar da cadeia sucroenergética se reuniram nesta quinta-feira (09) com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Maggi, para pedir apoio na solução de demandas do setor.

O vice-presidente diretor da CNA, Mário Borba, e o Diretor-Geral do SENAR, Daniel Carrara, também participaram da reunião com o ministro, ao lado da Federação dos Plantadores de Cana de Açúcar (FEPLANA) e União Nordestina dos Plantadores de Cana (UNIDA).

As entidades apresentaram um panorama do setor e destacaram a baixa remuneração recebida pela matéria prima e os altos custos de produção que têm inviabilizado a renda dos produtores independentes de cana. 

“Os fornecedores de cana já representaram 70% da produção de cana do País e hoje são apenas 30%. Na realidade, está havendo uma concentração da produção nas unidades industriais em detrimento do pequeno e médio produtor de cana”, afirmou o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (FEPLANA), Alexandre Andrade.

Outro ponto abordado na reunião foi o modelo atual do Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol (CONSECANA) que determina o preço final da matéria prima.

Segundo as entidades, esse modelo não reflete mais o valor real da matéria prima que está defasado, impedindo a permanência dos fornecedores independentes na atividade canavieira. 

As entidades solicitaram ainda a reabertura do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (CIMA) para estender o diálogo aos demais ministérios que compõe o Conselho: Fazenda, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e de Minas e Energia.

Blairo Maggi foi receptivo às demandas. “Vou mergulhar no assunto e se pudermos vamos ajudar a resolver.”

Ao final da audiência, a comitiva entregou ao ministro um documento detalhando as principais reivindicações que inclui, ainda, o Renovabio (política de Estado que trata dos biocombustíveis) e da inadimplência de algumas usinas de cana. 

“A CNA precisava participar desse debate para tentar, junto com as entidades representativas, destravar essa pauta que é de extrema importância para a renda e sustentabilidade do produtor de cana do País. Agora o ministro vai analisar e ver o que legalmente pode ser feito”, frisou Ênio Fernandes, presidente da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da CNA.
                                    
Assessoria de Comunicação CNA/SENAR

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