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Sindicato Rural de Itamaraju e ABAF realizam visita à fábrica da Suzano Papel e Celulose

A Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) e o Sindicato Rural de Itamaraju realizaram uma visita à Suzano Papel e Celulose de Mucuri, na Bahia. A comitiva, composta pelo prefeito do município, Marcelo Angenica, vereadores, secretários municipais, produtores rurais e formadores de opinião, foi convidada pela empresa para  conhecer a cadeia produtiva de produção de papel e celulose, desde a produção de mudas em seu viveiro até a unidade fabril com o  objetivo de conhecerem um pouco mais sobre a operação.

“Nossas portas sempre estão abertas para mostrar nosso trabalho e assim colaborar com informações técnicas sobre nossos processos industriais e florestais. Foi a primeira vez que eles estiveram  em nossa unidade e foi uma oportunidade importante para que pudessem conhecer um pouco mais não só sobre nós, como também sobre nosso negócio”, comentou André Brito, gerente de Assuntos Institucionais e Jurídicos da Unidade.

A visita correspondeu à segunda etapa de um trabalho iniciado pelo Sindicato Rural de Itamaraju e ABAF que visa levar mais informações sobre a silvicultura à população de Itamaraju. Já foram realizadas palestras para produtores e uma reunião pública na Câmara dos Vereadores em agosto deste ano. “Queríamos dar oportunidade a essas pessoas de conhecerem, pessoalmente, todo o processo produtivo e poder esclarecer as dúvidas sobre o assunto sem preconceitos”, explicou Everaldo dos Santos Melo, presidente do Sindicato Rural de Itamaraju.

Ainda segundo Everaldo, a entrada da silvicultura no município é um pedido recorrente de produtores rurais da região e trará uma grande oportunidade de desenvolvimento econômico local. “Sabemos que temos um município forte em pecuária, fruticultura e cafeicultura. O plantio de eucalipto seria mais uma opção de negócio que pode agregar valor ao produtor e à economia do município”, completou.

Para Egnaldo Fernandes, vereador da cidade e um dos participantes da comitiva, a visita trouxe mais conhecimento sobre o tema. “Fiquei impressionado com a tecnologia empregada nas atividades, desde a produção das mudas até à fábrica. Numa região como Mucuri, uma empresa que gera mais de cinco mil empregos diretos, tem um impacto econômico muito importante”. Para o parlamentar,  a visita também proporcionou mais esclarecimentos sobre o assunto. “Estamos vivendo um momento de debate sobre o tema, então quanto mais informações tivermos melhor”, completou.

De acordo com Wilson Andrade, diretor executivo da ABAF, estas iniciativas são muito positivas porque abrem a oportunidade de trazer mais conhecimento sobre o setor florestal e suas vantagens. “A Bahia ainda não produz (e processa) a madeira plantada suficiente no estado e muito disso se dá pela falta de conhecimento sobre o setor. Trabalhamos, inclusive, para a inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira para uso múltiplo, visando o atendimento da demanda por móveis, peças e partes de madeira na Bahia – hoje atendida, na sua maior parte, por outros estados brasileiros. Em resumo, a atividade adicional com plantio de eucalipto aumenta a renda do produtor, reduzindo o risco de concentração em uma só cultura e, no município gera renda, emprego, impostos e demanda por produtos e serviços”, explicou.

Florestas plantadas – O setor, além dos aspectos econômicos, gera impacto positivo no que diz respeito ao meio ambiente, compromisso social e qualidade de vida. Árvores plantadas são cultivadas atendendo a planos de manejo sustentável que tem como objetivo reduzir os impactos ambientais e promover o desenvolvimento econômico e social das comunidades vizinhas. Plantadas para evitar a pressão e degradação de ecossistemas naturais, as florestas contribuem ainda para o fornecimento de biomassa florestal, lenha e carvão de origem vegetal. Os plantios de árvores desempenham importante papel na prestação de serviços ambientais: evitam o desmatamento de habitats naturais, protegendo assim a biodiversidade; preservam o solo e as nascentes de rios; recuperam áreas degradadas; são fontes de energia renovável e contribuem para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa por serem estoques naturais de carbono.

Fonte: Ascom ABAF

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