
Nesta sexta-feira (1), uma comitiva de investidores chineses desembarcou em Salvador para uma reunião na Federação da Agricultora e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) com o objetivo de conhecer o potencial produtivo do estado e avaliar possibilidades de parcerias comerciais e industriais ligadas ao cultivo da oleaginosa.
A delegação, que representa o Tianjin Food Group, empresa estatal da China com atuação nos setores de alimentos e energia, veio com a missão de garantir 400 mil toneladas por ano da semente, matéria-prima essencial para a produção de biodiesel utilizado na avaliação.
Durante o encontro, foi apresentado um panorama da produção agropecuária baiana, que atualmente tem concentração nos polos de Irecê e Barreiras. “Hoje, a Bahia produz pouco mais de 10% do volume demandado pela China, com uma cadeia produtiva formada em sua maioria por agricultores familiares, com produtividade aquém do potencial, baixo custo produtivo e pouca mecanização. Mais do que para comercializar, a mamona tem sido uma alternativa para cuidar do solo. Essa aproximação pode abrir caminho para novos investimentos e transformar a cultura em mais um grande pilar do agro baiano no mercado internacional. Quem sabe a partir desse diálogo nasce uma cooperação técnica de transferência de tecnologia e equipamentos que possam viabilizar a produção?”, avaliou o presidente da Faeb, Humberto Miranda, otimista com as possibilidades.
O grupo demonstrou interesse em conhecer de perto as regiões produtoras e sinalizou possíveis investimentos em pesquisa, por meio de Universidades chinesas parceiras.