
Técnicos do Senar Bahia levaram ao evento os resultados do trabalho desenvolvido com mais de 1,1 mil produtores no estado
A Bahia ganhou destaque em um dos principais encontros nacionais voltados à cafeicultura e à Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Durante dois dias, o Centro de Excelência em Cafeicultura, em Varginha, Minas Gerais, foi palco do evento que reuniu profissionais de diferentes estados brasileiros.
A participação baiana reforçou a importância que a cafeicultura vem conquistando no estado e apresentou resultados do trabalho realizado pela ATeG, que atualmente atende cerca de 1,1 mil produtores de café na Bahia, entre as variedades Conilon e Arábica.
Além da troca de experiências e da atualização técnica, o encontro proporcionou aos participantes acesso a ferramentas que podem contribuir diretamente para uma gestão mais estratégica da atividade. Entre os conteúdos apresentados esteve um estudo de previsão de safra desenvolvido em Minas Gerais, demonstrando como as informações de mercado e as estimativas de produção podem auxiliar o produtor a se antecipar aos movimentos comerciais e tomar decisões mais assertivas.
Qualidade que atravessa as fronteiras da Bahia
Um dos momentos de maior destaque para a delegação baiana foi a sessão de cupping, prova técnica utilizada para avaliar a qualidade dos cafés. Amostras produzidas nos diferentes estados participantes foram submetidas à avaliação, permitindo uma comparação entre diferentes regiões e perfis de cafés brasileiros.

A Bahia esteve entre os destaques: o café produzido na Fazenda Brejo, no município de Ibicoara, na Chapada Diamantina, ficou entre os três melhores avaliados no cupping nacional.
“O café levado pelo produtor João Carlos Ferreira, atendido pela ATeG do Senar Bahia, ficou entre os três melhores classificados, alcançando pontuação entre 85 e 86 pontos, patamar que evidencia a qualidade e o potencial da produção baiana”, comentou o gerente da ATeG do Senar Bahia, Gabriel Menezes, ressaltando que, além da classificação dos grãos, são avaliados sabor e aroma.
Segundo Menezes, o resultado reforça a posição da Bahia no cenário nacional da cafeicultura, que vem se consolidando não apenas pelo volume produzido, mas também pela diversidade e pela qualidade dos cafés originados em diferentes regiões do território baiano. “Por trás desse resultado, existe um trabalho contínuo de assistência, gestão e profissionalização no campo”, pontua.
Para o Senar Bahia, a participação no encontro também representa uma oportunidade de aproximar os técnicos das principais discussões e tecnologias relacionadas à cadeia produtiva, fortalecendo a assistência oferecida no campo.

A ATeG atua justamente nessa conexão entre conhecimento técnico, gestão e realidade da propriedade rural, acompanhando o produtor na tomada de decisões e na busca por maior eficiência, produtividade e rentabilidade.
Ao levar a experiência da Bahia para um ambiente de discussão nacional, o Senar Bahia também amplia a troca de conhecimentos com outros estados produtores e contribui para o fortalecimento da cafeicultura baiana.

